sábado, 16 de agosto de 2008

DOS SOFRIMENTOS DE UM ALUNO - PARTE I




Tive muitos professores e sei que ainda terei muitos, mas a dinâmica não muda; com alguns é simpatia à primeira vista, com outros é antipatia, de alguns eu gosto como pessoa mas não em sala de aula, raramente encontro algum que me encante nos dois sentidos. Nas minhas desventuras no curso de Letras conheci uma nova categoria de docente: o sujeito que é legal, simpático, divertido, brincalhão – em sala de aula – quando toca o sinal e ele sai, eis outra pessoa... cumprimentava-nos friamente, isso se fôssemos falar com ele... Vê-se pode né? Estranhão isso né mesmo? Ok, pode até ser que ele realmente não goste da minha turma, ninguém tem culpa se faltava “química”, mas creio que nem isso justificaria alguns foras e esnobadas que recebíamos. A título de exemplificação, relatarei um fato ocorrido no fim dO semestre passado :

Depois de muita correria e pressão psicológica sofridas na preparação dos trabalhos da pessoa em questão, fomos, EU e FERNANDA (pobres e inocentes vítimas!), até a sala da referida pessoa pegar um material para apresentações. No caminho, já fomos discutindo quem iria bater na porta, quem iria falar com ele, e outros detalhes... Ao chegar no corredor já avistamos a pessoa fora da sala, num animado papo com um carinha, que lhe falava de seu projeto e pedia orientações, então, como somos muito educadas, nos aproximamos apenas o suficiente para que notassem nossa presença, mas não atrapalhássemos. Fomos notadas, mas não nos deram importância, então decidimos, resignadamente, ficar por ali e esperar...
Daí se transcorreram mais de 15 minutos, o povo ia e voltava no corredor e nós duas lá, com a maior cara de paisagem, quando cansamos de ficar encostadas na parede, começamos a olhar as placas de formatura que estavam expostas na parede (Meu Deus, o que a gente não faz por uma notinha hein?). Quando já estávamos quase enraizando o moço deve ter se compadecido da nossa situação e decidiu que estava na hora de ir, ficamos aliviadas... Finalmente né, afinal tínhamos mais o que fazer !
Qual foi nossa surpresa quando vimos a criatura virar-se, adentrar a sala, pegar a porta num movimento que indicava que iria fechá-la, sendo que, como estávamos nos encaminhando para lá, seria literalmente na nossa cara! Só não foi assim por que Fernanda ( sempre exaltada) se adiantou e disse:
- Fulano, vai fechar a porta na nossa cara mesmo?
Foi aí que a criatura disse um inexpressivo “Não” e voltou a abrir a porta, nós entramos pra pegar o material, recebemos as devidas orientações (friamente, como sempre) e saímos...
Fomos comentando o acontecido, e, como sempre, passado o impacto da hora demos boas gargalhadas relembrando a cena e a nossa cara de tacho (que foi o melhor de tudo)!

Não satisfeitas com um fora, partimos, sem saber, para outro que com certeza entrará para a lista das maiores delicadezas já recebidas de professores...
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ps. Todos os fatos aqui narrados são verídicos.

pps. Setor II é o lugar em que estudo e por lá acontece de tudo, mas de tudo mesmo...

ppps. Fernanda e eu formamos a dupla dinâmica da turma
EU = BATMAN e ELA = ROBIN

pppps. Só para constar, minha turma é ótima, se a referida pessoa não simpatiza conosco, problema dela!



6 comentários:

Letícia Alves disse...

Ótimo!
E eu já passei por isso também, por isso sei que existe!
E acredite, na graduação o meu par da dupla dinâmica também chamava Fernanda! hehe

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkk

sei ñ, Aline.
revela ñ o que acontece com a gente, mulher...
mas valeu aí pela lembrança.

valew, amigaaaaaaaaaa


:D

Jr disse...

sei now visse
tu eh uma onda mermo mina
por isso q te curto tanto mas tenta escrever um sobre as coisa la do tempo da escola.
quero soh ve o q sai...
beijos

Homenzinho de Barba Mal feita disse...

Tem professores que se acham demais, acreditam piamente, que fazem um "favor" para os alunos, fornecendo um pouco de informação, esquecem que são pagos para isso...


http://hdebarbamalfeita.blogspot.com/

Mr. HaG disse...

Eu também estudo Letras, port/literatura. É incrível como sempre existe esse tipo de pessoa despresível em lugares acadêmicos. na minha faculdade também tinha uma garota, que antes era nossa amiga, começou a se afastar e virou o "vômito" que ela é hoje em dia, ou ela virou, ou nós é que ainda não haviamos percebido o odor!

Anônimo disse...

passando só pra te prestigiar meu bombom...
boa sorte nessa empreitada.
Ass. seu leitor mais fiel