domingo, 28 de junho de 2009

Aniversário

Abraços, parabéns, presentes, discurso do amigo bêbado pendurado em seu pescoço e demonstrações de afeto vindas de pessoas que ele jamais imaginara... Por livre e espontânea pressão, o aniversariante é forçado a proferir algumas poucas palavras em agradecimento, ainda envergonhado: "Eu só tenho a agradecer pela consideração que todos mostraram ter por mim..." enfim, todos os confetes de praxe.

-E você Aline, onde estava nisso tudo?
-Eu? Estava lá no meu canto, só observando tudo..
.-Mas que criaturazinha antisocial, nem das festas de família toma parte!
-Não é questão de participar, brinco sim, mas quem tiver seus confetes que não jogue pra cima de mim...
-Confetes? Contou que tinha muita gente lá, muita gente se mobilizou, festa cheia pra mim é sinal de que a pessoa é querida. E você, o que me diz?
-Lhe digo: enche o meu copo e brindemos.
-Brinde a quê?
-Aos nossos amigos... Aos verdadeiros e aos falsos também, e que Deus nos proteja de todos!

sábado, 20 de junho de 2009

Afinal, a final do SOLETRANDO

Soletrar é uma tradição tipicamente americana, e por ser baseada na tão combatida "decoreba", sempre fui contra o quadro do programa do Luciano Huck. Não sei se já disse aqui, mas graças a Deus me livrei do vício em televisão, hoje prefiro ocupár meu tempo lendo, escrevendo, enfim,fazendo qualquer coisa mais últil ou até simplesmente dormindo, no que ainda ganho mais. Hoje minha irmã me falou que seria a final do SOLETRANDO, como não tinha nada para fazer (mentira, ter até tinha, mas eu não queria fazer), resolvi assistir para ver no que ia dar. Passo aqui algumas das impressões que tive no breve tempo em que dediquei minha atenção à atração global:

  • O apresentador não conseguia ser nenhum pouco imparcial, estava clara a torcida dele para o participante do Rio de Janeiro e, quando este saiu, para o participante do Ceará.

  • O computador que estava selecionando as palavras parecia até que sabia distinguir os participantes, pois sempre eram mais fáceis para a mocinha.

  • A musiquinha de fundo é uma verdadeira tortura, pra matar quem está num momento decisivo para o seu futuro.

  • A Sandy como professora ou sei-lá-o-quê que ela faz ali é uma ótima cantora pop, sem falar que a vozinha dela me dá nos nervos.

  • Algumas palavras eram tão absurdamente fáceis que o professor até riu, como no caso de "xerife" (com uma palavra dessa numa final até eu riria)

  • A mocinha parecia saída de uma intervenção plástica mal-feita, deve ter ficado com os músculos do rosto doendo de tanto forçar um sorriso.

  • A referida aluna era de uma escola militar, talvez isso justifique sua frieza, enquanto todos estavam quase tendo um enfarto ela mantinha o sorriso amarelo, e não chorou nem quando ganhou ( pra mim não foi merecedora, vale ressaltar).

  • Por fim, gostaria de saber qual lei da física explica o fato de que nessas competições em geral os que menos merecem, que tem melhor condição financeira sempre vencem? A mocinha do colégio militar, filha de funcionária pública e engenheiro (o que por aqui chamamos de uma verdadeira "Patty fina"), tinha muito mais condições de ter uma boa formação mesmo se não ganhasse o prêmio, já os menino, um vindo da favela da Rocinha no RJ e outro da pequena cidade de Viçosa no interior do Ceará choraram por ter perdido ali uma chance real de garantir seu futuro e ajudar sua família. Choro compreensível e compreendido por todos.

  • A mocinha perguntou se poderia doar 5 mil reais de seu prêmio para cada um dos concorrentes, o que foi visto como um gesto de nobreza. Ficou-me apenas uma pergunta: ela quis posar de generosa ou realmente lhe pesou na consciência o fato deles precisarem mais do prêmio?

ps. Não entendo muito de televisão, mas sei que é isso que dá IBOPE, comoção, exposição do choro alheio, exploração dos problemas das pessoas disfarçada em boas intenções. Quanto ao quadro carinhosamente apelidado de ÇOLETRÃNO, posso dizer que de Língua Portuguesa eu entendo (um pouco), e com certeza esse método não é nem de longe eficiente para alfabetizar, e o fato de saber as letrinhas não é prova de inteligência excepcional ou de grande domínio de competências linguísticas, uma vez que estas demonstram-se nas situações diarías de uso da língua.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Blogs e "blogs" - importando, observando e aprendendo

Estava cá pensando com meus botões sobre os blogs, esta ferramenta tão útil e acessível, que possibilita que qualquer pessoa possa ter sua página e publicar suas idéias na grande rede. Tenho pensando muito sobre o futuro desse canto, talvez em breve meus leitores tenham uma surpresa...
Pesquisando, fuçando, comentando em meus passeios pela blogosfera pude perceber a infinidade de temáticas, abordagens e usos que pode-se fazer de uma simples página como esta. Encontrei a figura acima em uma postagem do blog das GAROTAS QUE DIZEM NI (infelizmente aposentado atualmente), sempre que possível passo por lá pra matar a saudade, me divertir e também me inspirar, pois prezo muito pela construção de um estilo próprio de escrita. Em minhas andanças descobri que um texto como o da figura não é apenas uma sátira, mas uma realidade, neste ponto, surgem os adeptos da opinião clichê "maldita inclusão digital", mas eu ainda sou um daqueles que acredita que "o sol nasceu para todos"... Não nego que dei e dou boas risadas com o texto (longe de mim tal hipocrisia!, mas como amante e amadora da arte de escrever e principalmente como professora sei que, devido ao seu caráter também social,qualquer experiência em escrita é válida e só tem a acrescentar no desenvolvimento comunicativo de um sujeito. A sabedoria popular que tanto evoco aqui sintetiza muito bem toda a essência do problema em um ditado já batido, mas inegavelmente correto: É ERRANDO QUE SE APRENDE!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quem desdenha...

Ora vejam só como são as coisas: a pessoa está ocupadíssima, finalmente encerrando mais um semestre da facul, praticamente nas últimas, ansiosa por ter que fazer recuperação de Sintaxe I, planejando antecipadamente algumas viagens, além das preocupações habituais de casa, então aparece um cidadão que mal lhe dirige a palavra, metendo-se a entendedor e crítico de blogs, e diz: "depois que você retomou o blog, tenho observado que as postagens estão diferentes, falta profundidade e blá bla blá..."
Eu não mereço tanto!
Fulaninho que eu nem sabia que visitava esta humilde página resolveu dar pitaco sobre o que escrevo, sendo que em nenhuma oportunidade comentou nem um "Oi" em tantos textos que já escrevi aqui! Esclarecendo: este é um blog pessoal, escrevo por que gosto e escrevo o que gosto, meus leitores e os desavisados que por aqui passam tem todo o direito de gostar ou não do que leem, e da mesma forma como respeito a opinião de todos espero que a minha seja respeitada! Não estou pedindo demais, nem pense que sua opinião é deveras importante para mim, pois sinceramente nem é. A vida acadêmica já é chata e cheia de análises profundas e cansativas, me reservo o direito de escrever sobre as coisas simples, humanas, sem sentimentalismo piegas ou cientificismo, apenas revelando um pouco da minha visão sobre esse mundo louco. Errôneo e tosco é usar SUA afinidade com o autor como critério para analisar determinada produção. Não gosta de mim, não respeita minha opinião nem quer realmente conhecer minhas idéias? Então nem perca seu precioso tempo nestas "inúteis" leituras. Como diz o velho ditado: "Quem desdenha quer comprar", pois desde Esopo sabemos que para quem não consegue atingir certo patamar "as uvas SEMPRE estão verdes."

segunda-feira, 15 de junho de 2009

De passagem

Depois de uma longa conversa/debate no msn ontem à noite, aproveito esse tempinho livre postar um poema que gosto muito, e que serve para ilustrar bem a realidade dos sentimentos humanos. Li este poema do Menotti Del Picchia pela primeira vez quando ainda estava no Ensino Fundamental (8ª série, se não me falha a memória) e fiquei encantada e ao mesmo tempo decepcionada com a crueza desta representação do tão famigerado "Amor". Juninho, meu amigo mais amoroso e iludido, esse post é em réplica ao seu sentimentalismo.

"Amor?
Receios, desejos,
promessas de paraísos,
depois sonhos, depois risos,
depois beijos!

Depois...
E depois, amada?
Depois dores sem remédio,
depois pranto, depois tédio,
depois... nada!"


Bom Dia!

sábado, 13 de junho de 2009

RENASCIMENTO

"Odeio isso." "Simplesmente odeio isso", era o que eu estava pensando cá comigo na frente do pc, antes de resolver deixar de preguiça e parar de adiar este momento tão importante... Hora de tirar a poeira da minha casinha! Foram tantos dias, aliás, tantos meses, que não sei nem por onde começar a organizar a bagunça! Enfim, apesar do adiantado do horário me bateu esse "cinco minutos" e cá estou eu. Pensei sinceramente em excluir o blog (mais uma vez), mas cheguei à conclusão de que me arrependeria, e muito, se o fizesse. Falei, falei e acabei não explicando que o que eu disse odiar no início do post: odeio quando as tarefas e os problemas do dia-a-dia acabam por nos afastar daquilo que gostamos. Percebi que foi isso que aconteceu comigo, não só em relação ao blog, mas também com as pessoas e pequenas coisas que sempre me fizeram bem... Como nunca é tarde pra recomeçar ESTOU DE VOLTA, apesar dos problemas e das tristezas que tanto me afligiram e a despeito dos que queriam me ver por baixo: ESTOU DE VOLTA! Cheia de vontade e, o mais importante: cheia de assunto.

Boa noite