sábado, 31 de outubro de 2009

Existem dias

Existem dias em que o lirismo está à flor da pele, e a sua necessidade de escrever ultrapassa qualquer parâmetro de autocrítica e de censura. É nesses dias que você se diz louca, não entende o que fala, o que sente e muito menos o por quê daquilo. Um misto de dúvida, apego e encantamento que são um brinde à sensibilidade...


"Ah, se eu fosse poeta!"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"Escrevo POR ele e não para ELE,
será que é tão difícil assim entender?"


Olhou-a nos olhos e ela então compreendeu o sentido da frase que tantas vezes ouvira: "os olhos são a janela da alma". Não precisava de muito, espantava-a a constatação de que nenhum dos que amou (ou pensou ter amado) lhe tocasse tanto, a ponto de arrancar-lhe sorrisos fáceis e encantá-la com um jeito nada pretensioso, "conheça os outros e permita que te conheçam" eis a chave de tudo, eis o conselho (quase que promessa) que lhe dera e que buscava cumprir ali. Entre olhares, perfumes, sorrisos e lábios surge o silêncio, o mesmo que guarda seus desejos e com o qual ela se depara num abrupto despertar...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

04/10/2009

[...]

- Você é louca!
- Sou nada... por quê diz isso?

- Você parece não ter medo de nada!

- Boba! Tenho sim, tenho medo de muitas coisas: da solidão, do desprezo, de me frustrar como pessoa e como profissional.. Mas isso não deve nos impedir de voar cada vez mais alto... [abrindo os braços]

[risos]

- Entendi... E quando crescer eu quero ser igual a você!
- Louca também?

[mais risos]

- Se isso é ser louca, que eu seja mais uma então...


DO ÍNTIMO

"[...]pois sabia que tentar afastar-se dele
era tão inútil quanto tentar
afastar-se de si mesma ao escrever..."



E na nova forma de pensar, de sentir, de representar o mundo, nessas tentativas ela se descobria, se indignava e se indagava sobre o porquê de tudo aquilo. Não, não queria mais respostas nem faria mais afirmações ou declarações de nada, se é verdade que os poetas amam pelo silêncio, ela amava pela inquietude, pela profusão de idéias que tentava domar e passar para o papel. Há muito se dera conta de que escrever lhe era tão necessário quanto respirar, mesmo que este ato jamais contemplasse a grandeza de seus sonhos. Era uma luta com certeza vã, pois é certo que a intensidade de seus sentimentos e a loucura de seus desejos eram impossíveis de se traduzir.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

IMPERADOR



"Foi de repente, quando abriu os olhos percebeu que ele já era essencial, só sabia dizer onde começou, o resto foi surgindo com a(s) (con)vivência(s)..."