terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Valentine's Day no Mural dos Escritores*



PRA VOCÊ

Havia um poema em ti
Quando Morfeu te envolvia
Passeando em tua mente
E eu aqui doente
Havia algo de mim em teu sono
Uma semente qualquer
E eu aqui querente...

(Theresa Russo)



PRA MIM

Havia uma letra tua, atrevida
Que Morfeu chacoalhava docemente
Em minha mente inerte e pura
E eu aqui indiferente
Havia algo em meu despertar
Uma vontade de ser tua
Aquecida e indecente...

(Ana Átman)


Havia algo em teu sono de Alice
Uma vontade de pecar
Um sonho atrevido permite
Querer ser minha? Atrevo-me também a sonhar.....

(Theresa Russo)



Alice no País das Armadilhas
É a presa de um festejo, atada
À cena que pinta as maravilhas
De tão ternas mulheres enroscadas
Sonha, que teu sonho estando em riste
Traz a paz à minh'alma atordoada
Como a crisálida que a se abrir insiste
Em novos vôos borboletas, revoadas

(Ana Átman)


... havia ruídos ondulando a pele
sob as pálpebras agitadas
palavras cantando
no sono dançante
de velas levantadas
escalas do levante
havia sombras bailando
semicerradas cicatrizes
nos olhos esvoaçando
como coloridas matizes
em telas de pranto
havia sono e sonho
mente adormecida
nas palavras decomponho
poesia acontecida
havia uma força dormitando
um deus qualquer pedindo
versos causais soluçando
em versos e vendavais
havia o teu riso
havia o teu olhar
havia o teu cheiro
estava lá o que é preciso
toda a vontade de amar
tempo presente e inteiro
vigília onde naufragar
juízo demente
perene
querente
...
musa

(Ana Barbara de Santo Antonio)


Quando Morfeu nos envolve
em seus braços de luto
encobrindo ousadias
Sonhamos desejos secretos
onde a seiva jorrando molha
o solo brotando desejos
em um olhar antes, oculto......

(Marcia Portella)



MORFEU DEUS DOS SONHOS & HIPNOS DEUS DO SONO


Quando o deus do sono te envolvia...
Eras só dele...dormias!
Vendo-te assim...indolente
Hipnos enciumou-se
E em ti, se fez presente...!
Arrebatou-te de Morfeu,
encheu-te de doces sonhos,
Se fez dele a tua mente
E eu... desejando-te, carente
em súplicas frementes...
Clamei a Morfeu – o deus do sonho -,
Para vagar na tua mente, algo de mim em teu sonho,
Mesmo que pequena semente...

(EstherRogessi)



PRO MEU BEM

O poema que há em ti,
inconfesso e distante
me atiça à descoberta
do teu eu de tanto encanto.
Nessa busca toco-te
almejado em meus sonhos
insone pelo desejo,
verto-me em clamores
noite adentro eu te chamo.

(Aline Patrícia)




PARA NÓS

Acho que mais importante é o fato.
Complemento, a própria palavra diz.

Sentir amor...
supera toda e qualquer
interrelação e circunstância.
É sua sintaxe!

(Ana da Cruz)



No momento em que Morfeu a envolve
Ela adormece nos condutos da mente
Percorre o caminho sem roteiro ou destino
E vaga por silenciosos desatinos
Das lácteas vias de sonhos sem sentido
Até o encontro que se dá na aparição
De sua poética desordem humana.

(Silvia Mendonça)



Enquanto isso... eu aqui...
no meu quarto, solitário!
Veja o que aconteceu:
você querendo ser minha,
e eu louco pra ser teu !

(Eron Freitas)




Sentindo o Morpheu
Na tua figura
Eu desejosa, atrevida
Até mesmo, quase nua
Sonho contigo
Aqui tão solitária
Desejando ler uns versos
Pra me contentar
Aqui eu te peço
Entra no meu sonho
Penetra na minh’alma
E faz de mim, tua

(Rosana)



Voem para meus braços, queridas,
vamos compor uma nova canção de ninar!
Venham a mim, inquietas mulheres, meus carentes meninos.
Morfeu, enciumado, rendeu-se!
Sem inspiração, recolheu-se,
diante de tantos regaços femininos,
o sono, cauteloso, cochila.
Eron, único homem do reino, padece no limbo da solidão.
Que venham nossas Theresas, Alines, Silvias e Anas,
Marcias, Esthers e Rosanas
enfim, todas as mulheres do mundo da poesia
em ritual contentamento e alegria
que venham ninar tantos corpos e sonos risonhos
tantos sonâmbulos de olhos tristonhos,
vamos niná-los com cantares e versos seculares
no doce embalo dos sonhos.
Que venham, todas elas, deusas do sono e da vida
fazer dormir o homem de alma entristecida,
embalar a mulher querente e aquecida
prolongar este descanso mais divino,
ao som de um doce mantra feminino.

(Livia Tucci)




INSÔNIA

( Versos. Parte final
do poema Insônia)

Vem o sono diurno,
Da insônia, inimigo de acertadas horas.
A implacável vontade de ficar só.
Ter como amigo, apenas o silêncio,
Ocultado na artificial escuridão do quarto.

Pra conversar,
Os fantasiosos pensamentos...
O cérebro não pára, move mundos...
Estratégico, esconde o choro, permanece firme.
Muitas drágeas; depressão a um passo da insanidade.

Se tivesse força, fugia...
Onde houvesse prazer, iria!
Excesso de desejo pra solitário divertimento.
Apenas sei que, o medo é ainda maior.
Oh carniças! Todos querem escapar, mas não podem...

(Nelci Nunes O FALADOR)




*Postagem coletiva dos poetas do Mural dos Escritores em 14 de Fevereiro de 2010.

http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/nos-bracos-de-morfeu


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