segunda-feira, 28 de junho de 2010

Capítulo II


Deu a volta, contornou o mundo de suas vontades enquanto o trabalho me absorvia. Passaram-se alguns dias, eu tinha alguns sonhos a menos e noites a mais, algumas pessoas também tinham passado, só os desejos pareciam remeter sempre aos mesmos vícios. E eu sorri com ar de bobeira para dizer que queria ensiná-lo a dançar forró. Ele disse que não queria dançar forró. Eu sabia dançar, gostava de deixar meu corpo se embalar nos ritmos, nas toadas mais envolventes, quanto mais quente melhor. Em compensação, nem sempre sabia o que falar para ele.

Eu tinha uma expectativa de sei-lá-o-quê que se mesclava com o clima maroto com o qual ele costumava conduzir as nossas conversas. De vez em quando alfinetava-me com uma provocação, algumas vezes eu fingia não entender, noutras eu não entendia mesmo. Era sempre assim. Havia uma música no play, um bom gosto que me encantava, a melodia sensual transmitia uma singela mensagem: o álibi do amor são as tantas abstrações que apetecem a alma dos amantes.

3 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

O amor está sempre exigindo mais amor, Pati. Gostei da sua visita.

Beijoca :)

Ivan Ryuji disse...

Olá!
Bonita tua crônica.
Bastante Sincera, legal ler coisas assim :)


Valeu pela visita, volte sempre!
:)

http://blogdoryuji.blogspot.com/
Ivan Ryuji

Jr disse...

eu gosto disso, faz muito tempo que nao entro aki mas a surpresa foi boa, parabens meu amor. voce tem talento, eu sempre disse. nao pare os trabalhos. bjos