quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Plagiada, quem diria.


Imagine a seguinte situação: você vive momentos de ternura e empolgação com uma pessoa - admiração, carinho e tesão incontestáveis - e, conhecendo o apreço do outro pela escrita, resolve dedicar-lhe um escrito, um conto, mais precisamente. No referido texto, expõe cada um dos seus desejos, dos seus sentimentos e de suas recordações, coisas íntimas, detalhes recuperáveis na cumplicidade dos dois. Concluída a escrita, mostrada a homenagem, contenta-se muito com a boa repercussão do seu trabalho, com os elogios e com a contribuição que a produção certamente dará à relação com o outro. Uma maravilha. Coisa de nem você, o próprio autor, deixar de admirar e se excitar a cada nova leitura, pelo tanto de si que colocou ali.
(...)
Passam-se alguns meses, quase um ano e, de repente, clicando em um link qualquer entre os infindáveis que lhe aparecem diariamente nessa loucura que é a vida "online", você chega a um blog destinado à publicação de contos eróticos, provavelmente de uma conhecida. Estranhamente, desde o início da leitura algo lhe soa familiar... Não precisa nem concluir para ter certeza de que aquele é o seu texto, com algumas alterações de nomes de personagens e espaço, mas as palavras, as expressões, os gestos descritos... está tudo ali!
-Eu me reconheceria em qualquer lugar!

Foi o que me aconteceu. Escrevo agora tomada por uma raiva sem precedentes. Não sei muito bem como proceder, mas deixei um comentário na postagem exigindo a retirada do conto. Nunca me preocupei com essas coisas, sempre tive consciência da abrangência de qualquer coisa postada na rede, mas, como disse em recado à "autora", se fosse outro texto eu até deixaria passar, mas esse não! Ele tem nome, sobrenome, inspiração e assinatura próprias, por isso não entendo, não concordo e não aceitarei tal apropriação.



Aline Patricia
23/09/2010

3 comentários:

marcenga disse...

devia ter deixado o link p todo mundo se manifestar tbm!

bjos

Anônimo disse...

Só se copia o que é bom, minha cara. Abraços

Renata de Aragão Lopes disse...

Esse universo é um perigo.
Sobretudo por faltarem
índole e caráter
ao ser humano.