quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Duas palavras, uma tentativa.


FOLHETIM

Trad. do fr. feuilleton, com alter. suf. (v. -im).]
S. m.
1. Seção literária de um periódico que ocupa, de ordinário, a parte inferior de uma página; gazetilha.
2. Fragmento de romance publicado em um jornal dia a dia, suscitando o interesse do leitor.
3. P. ext. Lus. Novela (3).



Encontrei tal definição no Dicionário Aurélio - Século XXI, quando procurava me assegurar de que a ideia que tivera na noite anterior não era tão absurda. O vivido sempre foi o tema de maior influência em minha produção escrita, juntamente com o sonhado e o desejado.

- Oscar Wilde dizia que "a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida", não sei se concordo - conversava com um amigo na madrugada.
- Acho que é um ciclo. - respondeu-me, ponderadamente.
- Explica-me melhor, pedi.
- A vida imita arte após a arte ter imitado a vida. Over and over. Again and again.

Deu-me a prova dos nove, mesmo sem saber, afinal de contas, seguir o ciclo não é o que estou fazendo enquanto transcrevo para cá trechos de nossa conversa? Ou quando, antes de cogitar qualquer possibilidade de fazê-lo, joguei a frase do escritor irlandês na roda para uma discussão? Entendi que Vida e Arte se complementam, meu caro, não há sobreposição ou tentativa de separação, a arte não é só um resultado, é o trato do olhar humano sobre todas as coisas, sejam elas belas ou feias, tanto no ficcional quanto no biográfico - puxando pro meu lado, pra Literatura. O motor somos nós que alimentamos.


Dito isto, peço licença e me recolho à luta vã.

2 comentários:

Benedito João disse...

Luta vã?

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", já disse Pessoa.

Em vão seria não lutar! Afinal, esse comentário já não é o começo de outro cíclo? =)

Anônimo disse...

tenho preguiça de pensar tanto mas vc falou bem, muito bem dessas coisas que a gente pensa sempre que só os escritores entendem... (J)